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domingo, 25 de setembro de 2011

RESENHA: Coma



Um assunto sério que merece ser analisado por todos, o tráfico de órgãos humanos, serve para criar à base de Coma, romance de Robin Cook. Susan Wheeler é uma estudante do terceiro ano do curso de medicina, e sem dúvida é a mais competente dentre seus colegas. Logo em seus primeiros dias no Boston Memorial Hospital, ela começa a desacreditar em seu futuro médico, já que esta área é dominada por homens em sua maioria. Mas logo essa preocupação se vai, quando a jovem conhece Nancy Greenly, uma paciente que está em coma após ter sido submetida a uma cirurgia simples e sem riscos. 
Susan se identifica com a mulher, já que ambas tem a mesma idade, e aparentam ter muito em comum. Em pouco tempo, Berman, outro paciente do hospital e por quem Susan teve um ligeiro interesse emocional, também entra em estado de coma. Decidida a se aprofundar no caso, ela começa uma investigação pessoal em documentos do hospital, e descobre que o número de pacientes que sofreram o mesmo destino, era muito alto para ser considerado normal. Sem saber, ela estava se envolvendo em uma trama gigante, onde médicos praticavam verdadeiros assassinatos para o tráfico de órgãos.
Susan então consegue convencer Belows de que existe alguma coisa errada no Memorial, principalmente depois de desconfiar que médicos do alto escalão possam estar envolvidos. E, claro, existem pessoas que não estão nada contentes com os avanços da estudante, e resolvem dar um fim definitivo à vida da jovem.
Robin Cook é considerado o criador do termo 'médico' como gênero literário, e em seu Best Seller Coma somos apresentados para um novo lado da condição humana, em que a vida pode não ter valor algum (ou apenas para quem possa pagá-la). Durante toda a trama, o Cook tenta nos familiarizar com os termos médicos, siglas e nomes científicos, algo que apenas dá uma verdadeira injeção (sem trocadilhos) de conhecimento para os leigos na área, tornando o livro muito mais interessante e atraente intelectualmente. 


TÍTULO: Coma (Coma/1977)
AUTOR: Robin Cook
TRADUÇÃO: Miércio Araújo Jorge Honkis 
EDITORA: Editora BestBolso 

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

RESENHA: As Crônicas de Nárnia - O Cavalo e seu Menino



As Crônicas de Nárnia: O Cavalo e seu Menino se passa durante a Era de Ouro de Nárnia (ou alguns anos após O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa) quando os irmãos Pevensies reinavam com glamour. A trama começa na Calormânia, uma terra muito ao sul, onde os animais não tem a capacidade de falar e muitos humanos ainda vivem como escravos. Shasta é um pobre menino que vive na praia, junto com seu pai adotivo, e sempre sonha em ir para o norte, pois sente que existe algo o esperando lá.
Certo dia, um nobre montado em um belo cavalo chega e pede para o pai de Shasta o vende-lo. Mas enquanto os dois homens discutem o preço, o cavalo fala com ele, explicando que era dotado da capacidade de fala, pois vinha da terra ao norte, Nárnia. O animal chamado Bri conta que à muito tempo tinha sido levado de seus país natal, para servir como um animal comum ao seu maligno dono. Logo os dois planejam fugir juntos, já que um cavalo e um menino não levantariam suspeitas, o que poderia acontecer caso fossem separadamente.
Aos poucos, uma grande amizade surge entre os dois, e perigos inimagináveis os perseguem. Já na metade do caminho, eles encontram com uma garota calormana, chamada Aravis, que assim como eles, estava fugindo com sua égua (que também é um animal falante de Nárnia). A jovem se recusara a se casar com um velho rico da região, e juntos, os quatro empreendem a longa viagem rumo ao norte, o que se torna ainda mais perigoso após o grupo descobrir um plano de guerra dos soberanos de Arquelândia contra os habitantes de Nárnia.
Um livro mais maduro e sombrio do que os anteriores, onde o autor nos mostra certas verdades problemáticas da sociedade que passam despercebidas ainda hoje. Mesmo existindo tanto sofrimento, os corações mais puros são capazes de iluminar o caminho para a esperança, algo que Shasta demonstra durante toda a trama. A amizade é aqui colocada como uma personagem também, e nos mostra o quanto tal palavra deveria ser analisada com mais atenção em nossas vidas.

TÍTULO: As Crônicas de Narnia: O Cavalo e seu Menino (The Chronicles of Narnia: The Horse and his Boy/1954)

AUTOR: C.S. Lewis

TRADUÇÃO: Paulo Mendes Campos

EDITORA: Martins Fontes




RESENHA: As Crônicas de Nárnia - O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa



Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia moram na conturbada Inglaterra durante a Segunda Guerra Mundial, e para sua segurança, a mãe os envia para o interior do país. Chegando ao local, eles ficam encantados com o tamanho da propriedade que pertencesse à um professor. Durante um dia de chuva, as crianças decidem brincar de esconde-esconde, e Lúcia acaba descobrindo uma sala quase vazia, seu único ocupante, era um grande guarda-roupa. Mas logo que a menina entrou nele, percebeu que além dos casacos havia algo de mais ali, um mundo frio e escondido. Lá ela conhece o Sr. Tumnus, um fauno que logo faz amizade com a garota, e lhe conta que o lugar onde está é Nárnia, e o constante inverno é obra da maligna Feiticeira Branca. Voltando ao nosso mundo, Lúcia tenta convencer seus irmãos à irem visitar a terra dentro do guarda-roupa, mas sem sucesso.
Voltando novamente para visitar o fauno, Edmundo a segue, e acaba indo parar em Nárnia também. Mas ele acaba conhecendo Jadis, a Feiticeira Branca, e acreditando que estava fazendo uma boa ação, ele aceita trazer o restante dos irmãos para ela, em troca de Manjar Turco. 
Enfim, quando os quatro entram neste mundo, descobrem que algo de estranho está acontecendo, e são ajudados pelos Sr. e Sra. Castor. O casal os leva até o lugar em que Aslam está reunindo um exército para uma batalha contra as forças malignas, já que a vinda de dois filhos de Adão e duas filhas de Eva cumpre uma antiga profecia, trazendo esperança para um povo que à muito sofre.
Este sem dúvida, é o livro mais pessoal de C.S. Lewis, com mesclas de espiritualidade e ficção. A ideia de um sacrifício para um bem maior já é conhecida, mas da maneira que é mostrada aqui, podemos refletir realmente sobre conceitos básicos de nossa existência. O perdão é algo muito bem colocado também, simples atitudes que demonstram o amor inocente, a amizade sem preconceito e acima de tudo, o respeito mútuo entre todos, faz de O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa um livro magnífico.

TÍTULO: As Crônicas de Narnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa (The Chronicles of Narnia: The Lion, the Witch and the Wardrobe/1955)


AUTOR: C.S. Lewis

TRADUÇÃO: Paulo Mendes Campos

EDITORA: Martins Fontes




RESENHA: As Crônicas de Nárnia - O Sobrinho do Mago




A origem da fantástica Nárnia, e as aventuras que encantaram gerações de leitores pelo mundo são as questões apresentadas em As Crônicas de Nárnia: O Sobrinho do Mago. Este é o primeiro livro da saga na ordem cronológica (existem duas ordens: a cronologia das publicações e a cronologia da história. Este é o sexto livro a ser publicado, mas é primeiro na ordem sugerida de leitura).
Digory Kirke juntamente com sua mãe doente se mudam para a casa de seus tios, André e Letícia, já que seu pai estava em viagem a trabalho pela Índia, e não tinham mais ninguém para ajudar a cuidar de sua mãe. Logo, o garoto faz amizade com a vizinha da casa, Polly Plummer. Juntos descobrem que entre as casas existe um túnel, e ao explorarem acabam entrando na sala onde tio André ficava trancado o dia todo fazendo misteriosas experiências. Os garotos se encantam com uma bandeja no centro do local, contendo anéis amarelos e verdes. Percebendo isso, tio André revela que é um feiticeiro, e que tais anéis serviam como passagem para um outro mundo, mas não sabia ao certo o que existia lá, logo precisava de alguém que pudesse ir e voltar para descrever sobre o que vira nesse lugar.
Após Polly servir de cobaia e passar para o outro mundo, mas sem o anel verde que a faria voltar, Digory se sente na responsabilidade de ir salvar a amiga. E acabam indo para o Bosque entre Mundos, que através de lagos poderiam conhecer mundos paralelos. Em uma das explorações, eles chegam ao reino de Charn, onde a princesa Jadis (futura Feiticeira Branca) é a única habitante sobrevivente, e acaba indo parar em Londres com os garotos na volta para o nosso mundo. Depois de várias trapalhadas na capital Britânica, Digory, Polly, Jadis, tio André e um cocheiro (com o seu cavalo) voltam ao Bosque, e em seguida eles chegam em um lugar vazio, onde o nada prevalece, até o momento em que o leão Aslam começa à criar Nárnia, um momento fascinante. Nesse reino fantástico onde alguns animais tem o dom da fala, Digory passa por um grande teste de confiança, que dependendo de sua escolha poderá salvar a vida de sua doente mãe.
Lewis transmite aos leitores que todas as atitudes que tomamos tem uma consequência, e nem sempre é a que esperávamos. São claras, e as vezes explícitas, as referências ao cristianismo na obra, como o pecado original, o fruto proibido e a tentação. Através da leitura ingênua, conseguimos extrair muitos valores para nossa vida, sem necessariamente crer nos contos bíblicos. Apesar de ser classificada como obra infantil, é extremamente recomendada aos adultos, já que as lições nos fazem refletir nas atitudes da fragilidade que persegue a espécie humana.

TÍTULO - As Crônicas de Nárnia: O Sobrinho do Mago (The Chronicles of Narnia: The Magician’s Nephew/1955)
AUTOR - C.S. Lewis
TRADUÇÃO - Paulo Mendes Campos
EDITORA - Martins Fontes (São Paulo/2002)